Flávio tem 50,3% e Lula, 49,7% dos votos válidos, aponta BTG/Nexus
Pesquisa mostra empate técnico a seis dias do segundo turno; distância caiu para 0,6 ponto
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) registra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49,7% em simulação de segundo turno para a Presidência. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
A diferença numérica entre os candidatos diminuiu desde a rodada anterior. Os números divergem entre as fontes: o Correio Braziliense registra vantagem de quatro pontos de Flávio em 13 de outubro, com 52% contra 48%. A Folha e a Exame falam em 3,2 pontos, enquanto a Folha cita 51,6% contra 48,4%. Metrópoles indica a rodada como de 12 de outubro. Hoje, a distância é de 0,6 ponto.
Em votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio tem 46,5% e Lula, 45,9%, segundo a Folha e a Exame. Os que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato somam 4,7%. Também há 2,9% que não souberam ou não responderam, conforme a Folha.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro. O Poder360 informa 2.000 entrevistados. O levantamento tem intervalo de confiança de 95% e foi contratado pelo Banco BTG Pactual. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04499/2026.
Quanto à certeza do voto, 90,9% dos entrevistados afirmam que não vão mudar de candidato. Na rodada anterior, o índice era de 92,4%, segundo o Metrópoles e a Exame. O percentual dos que admitem mudar de ideia subiu de 6,6% para 8,4%, conforme o Correio Braziliense.
A rejeição de Lula caiu, mas ele segue como o candidato mais rejeitado. Segundo a pesquisa, 47,8% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Em relação à rodada anterior, a taxa era de 50,6%, segundo o Metrópoles, ou 51%, de acordo com a Exame. Entre os eleitores, 46,8% afirmam o mesmo sobre Flávio, que tinha 47% na rodada anterior.
Na avaliação do governo Lula, 48,8% desaprovam a gestão e 47,2% aprovam. Outros 4,1% não souberam ou não responderam. Sobre a qualidade da administração, 42,9% a classificam como ruim ou péssima, 32,4% como ótima ou boa e 23,6% como regular. Já 1% não soube responder.
A pesquisa também mediu a reação ao fim da escala de trabalho 6x1. O Congresso Nacional aprovou a medida na sexta-feira (16), conforme o Metrópoles. Ela reduz a jornada ao teto de 40 horas semanais e garante dois dias de descanso, sem mudança salarial. O percentual de aprovação varia entre as fontes: 66,2%, segundo o Correio Braziliense, e 62,2%, de acordo com o Metrópoles. A desaprovação é de 26,4%, e 7,4% não souberam ou não quiseram responder.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro. Outras empresas de pesquisa também têm levantamentos registrados no TSE para divulgação até sábado (24), segundo o Metrópoles.
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