PF pede mais prazo para inquéritos sobre tráfico de influência envolvendo Lulinha
Pedidos aguardam análise do ministro André Mendonça, enquanto os casos Master e INSS seguem parados na Presidência do STF desde setembro.
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo.
Os investigadores afirmam que o prazo inicial de 60 dias não bastou, porque há diligências ainda em andamento. Os pedidos foram direcionados ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, mas não foram analisados. Segundo as fontes, os processos dos casos Master e INSS estão paralisados na Presidência da Corte desde setembro.
Entre as diligências, a PF pediu à área técnica relatórios sobre as relações de Lulinha, da lobista Roberta Luchsinger e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Também foram solicitados levantamentos de vínculos societários e movimentações bancárias dos três, além de registros de agendas em órgãos públicos.
Os investigadores pediram ainda dados sobre viagens nacionais e internacionais de Lulinha, incluindo quem pagou os deslocamentos e em quais ocasiões ele foi acompanhado por Roberta Luchsinger.
As suspeitas envolvem o Ministério da Saúde e a Dataprev, estatal responsável pelas bases de dados da Previdência Social. As apurações surgiram na Operação Sem Desconto, que investiga desvios em benefícios do INSS. As diligências também citam o empresário Fernando Bittar e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.
O G1 informou que procurou as defesas dos citados e aguardava manifestação até a publicação desta nota.
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