Especialistas da ONU pedem que Meta avalie restrições em eleição no Brasil
Campanha de Lula acusa a empresa de favorecer Flávio Bolsonaro; Meta nega a interferência
Especialistas independentes da ONU pediram nesta quarta-feira (21) que a Meta avalie se seus sistemas de moderação e de inteligência artificial limitaram de forma desproporcional um dos lados da disputa presidencial. O grupo também cobra explicações e reparação para quem foi afetado.
Segundo o comunicado, monitoramentos registram milhares de contas e publicações com suspensões, perda de visibilidade e limites de compartilhamento. Entre os atingidos estão jornalistas, defensores de direitos humanos e criadores de conteúdo. Os relatores citam liberdade de expressão e igualdade de tratamento entre candidaturas.
Para os especialistas, algoritmos e decisões de moderação não podem definir o debate político sem transparência. Eles pedem que a Meta aplique as regras de forma consistente e trate as reclamações durante o período eleitoral.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusa a Meta de favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entre os problemas apontados pela campanha estão interrupções temporárias de contas, restrições a publicações, diferenças de engajamento e erros na geração de imagens por IA.
Em nota divulgada em 16 de outubro, a Meta negou ter interferido ou favorecido candidatos. A empresa admitiu, porém, falhas técnicas temporárias que atingiram a conta de campanha de Lula.
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