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Mundo03h04

Até 20 maternidades na Inglaterra podem fechar, alerta dirigente do NHS

Segundo Matthew Hopkins, centralização de partos em menos hospitais é inevitável, mas deve gerar reação política

Por Redação Dado Bruto · Fontes
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Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília
Imagem ilustrativa: Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília. Foto: Senado Federal · CC BY 2.0 · créditos

Até 20 das 155 unidades de maternidade lideradas por obstetras consultores na Inglaterra terão de fechar ou mudar de função, segundo o NHS Alliance. A informação foi publicada pelo The Guardian, que ouviu Matthew Hopkins, diretor de cuidados agudos da entidade.

Hopkins afirmou que a concentração dos serviços de parto em menos hospitais é inevitável e a medida correta para garantir atendimento seguro. Ele disse que os ministros e parlamentares precisam ter coragem para apoiar mudanças, mesmo sabendo que gestantes de algumas regiões terão de viajar mais longe para dar à luz.

Segundo ele, unidades que atendem entre 1.500 e 2.000 bebês por ano estão cada vez mais inviáveis, por causa da escassez de obstetras e do forte aumento de cesarianas, planejadas ou de emergência, nos últimos anos. Muitas das unidades mais ameaçadas ficam em áreas rurais ou litorâneas, onde a equipe é especialmente difícil de manter.

Obstetras e parteiras reagiram às declarações. Hannah Leonard, diretora de políticas do Royal College of Midwives, defendeu que o parto continue a ser oferecido perto de casa. Alison Wright, presidente do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, afirmou que existem outras soluções para o problema de pessoal, mais seguras que o fechamento de unidades.

Ao mesmo tempo, o Royal Devon university healthcare NHS foundation trust deve decidir nesta semana se a maternidade do hospital distrital de North Devon, em Barnstaple, fechada temporariamente em agosto por falta de equipe, pode reabrir. Estimativas indicam que 194 mulheres deram à luz em Exeter, a 43 milhas de distância, por causa do fechamento.

A taxa de cesarianas na Inglaterra subiu de 33% dos partos, em 2020, para 45%, no ano passado, segundo a matéria. Um relatório do MBRRACE-UK citado pelo jornal apontou que algumas mulheres que morreram no parto entre 2022 e 2024 tiveram a cesariana atrasada ou adiada por falta de cirurgião obstetra ou de sala de cirurgia.

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