Ataques russos atingem Kiev e pontes do Dnipro e expõem civis a risco na Ucrânia
Ofensiva aérea se intensificou nas últimas semanas, com alvos civis em várias cidades, segundo reportagens da BBC
A Rússia intensificou nas últimas semanas os ataques com mísseis e drones contra Kiev e outras cidades ucranianas. Os alvos incluem escolas, hospitais, centros de dados, trens e pontes, segundo reportagens da BBC News Brasil e do Correio Braziliense.
As pontes sobre o rio Dnipro, que corta a capital, são um dos alvos mais citados. Uma margem concentra escritórios do governo e a maior parte da atividade econômica, enquanto a outra é residencial. Não há túneis sob o rio, e milhões de pessoas cruzam diariamente essas travessias. O analista Peter Dickinson, do Conselho do Atlântico, afirma que os drones provavelmente não têm potência para destruir estruturas desse porte e que o objetivo seria forçar o fechamento delas. O professor Phillips O'Brien, da Universidade de St. Andrews, classifica o movimento como escalada e afirma que os ataques ocorrem no horário de maior fluxo.
O ministro da Defesa russo afirma que as construções civis atingidas eram usadas para produzir ou armazenar armas e que Moscou mira apenas instalações militares e da indústria de defesa. Já o comissário de Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Dmytro Lubinets, contabiliza 15.280 civis mortos ou feridos entre janeiro e agosto deste ano, número 55% maior que o do mesmo período do ano passado.
Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, um dos ataques no início de outubro matou pelo menos 25 pessoas, incluindo crianças. Ele afirma, com base em inteligência e em relatos de pessoas próximas a Vladimir Putin, que o líder russo teria dito no início de setembro: 'Agora, não há regras'. Zelensky também diz que a ofensiva busca levar civis a deixar as cidades. O'Brien avalia que o objetivo é tornar a vida civil ainda mais difícil com a chegada do inverno, quando as temperaturas chegam a -20 °C.
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