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Astrônomos identificam pela primeira vez uma estrela verde

A anã branca WD J1330+6435, a cerca de 280 anos-luz da Terra, ganhou a cor após absorver material de planetas.

Por Redação Dado Bruto · 16 out. 2026, 21h38 Fontes
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Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira com o Paraguai
Imagem ilustrativa: Usina Hidrelétrica de Itaipu, na fronteira com o Paraguai. Foto: Deyvid Aleksandr Raffo Setti e Eloy Olindo Setti · CC BY-SA 3.0 · créditos

Astrônomos identificaram pela primeira vez uma estrela de cor verde. O registro está em artigo publicado em 15 de outubro na revista RAS Techniques and Instruments. O objeto é a anã branca WD J1330+6435, a cerca de 280 anos-luz da Terra, na constelação de Draco.

Segundo os pesquisadores, fragmentos de material planetário caíram sobre a superfície da estrela e enriqueceram suas camadas externas com sódio, cálcio e lítio. Por causa da alta densidade da anã branca, átomos de hélio colidem com os de sódio e alteram seus níveis de energia. Com isso, o sódio deixa de absorver apenas uma faixa estreita da luz laranja e passa a absorver também tons amarelos e parte dos vermelhos.

O estudo é do projeto da Universidade de Warwick, na Inglaterra, que analisa a cor das estrelas como percebida pelo olho humano. O autor principal é o astrofísico Mark Hollands. O professor Boris Gänsicke é coautor. Os cientistas analisaram 151 anãs brancas situadas a cerca de 65 anos-luz da Terra.

Normalmente, a cor de uma estrela depende da temperatura. Nas anãs brancas, porém, a composição química pode mudar a aparência. A maioria delas tem tom branco ou semelhante ao de outras estrelas.

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