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Greve de motoristas da Transwolff afeta 267 mil passageiros na Zona Sul de SP

Prefeitura classifica a paralisação como ilegal; SPTrans diz que salários e benefícios estão em dia

Por Redação Dado Bruto · · Atualizada às 09h08 Fontes
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Vista panorâmica de bairro da zona sul de São Paulo
Imagem ilustrativa: Vista panorâmica de bairro da zona sul de São Paulo. Foto: Wilfredor · CC BY-SA 4.0 · créditos

Na manhã desta segunda-feira (19), motoristas ligados à antiga Transwolff interromperam o serviço em parte das linhas da Zona Sul paulistana. A Prefeitura estima que cerca de 267 mil usuários sejam atingidos.

O protesto teve início logo nas primeiras horas, numa garagem situada em Parelheiros. Os funcionários cobram explicações sobre os repasses do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e sobre outros direitos trabalhistas que, segundo eles, não foram esclarecidos. Pedem ainda a regularização das contribuições ao INSS e avanços em benefícios como o vale-alimentação. Diante da garagem, os condutores ergueram um cartaz com os dizeres "Chega de silêncio".

A greve atinge o lote D10, cujos ônibus são azul-claros. O lote D11, de cor vinho, opera normalmente. Os dois lotes estão sob administração da SPTrans desde que a Prefeitura decretou a caducidade do contrato com a Transwolff, em dezembro de 2025.

A quantidade de linhas prejudicadas depende da reportagem consultada: uma aponta 67 linhas paradas, enquanto outras duas mencionam 34. No que se refere ao atendimento de emergência, os relatos também não coincidem. Um deles diz que o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi ativado em 37 das 67 linhas, ao passo que outras duas apontam 34 linhas assistidas. A Prefeitura solicitou reforço da polícia nas garagens. Quanto ao número de garagens em que os motoristas cruzaram os braços, há divergência: uma fonte cita apenas uma, e outras duas falam em duas.

A Prefeitura classificou a greve como ilegal. Segundo a gestão municipal, os trabalhadores não comunicaram a interrupção com a antecedência mínima de 72 horas exigida para atividades essenciais. A administração afirma que salários e benefícios são pagos em dia.

No tocante ao plano de saúde, a SPTrans comunicou que um processo licitatório está em curso para escolher um novo prestador. Enquanto essa etapa não se encerra, os trabalhadores são contemplados com uma compensação financeira estabelecida em acordo coletivo.

Os depósitos de INSS e FGTS são feitos integralmente em juízo, segundo a SPTrans, enquanto a Justiça decide sobre a destinação dos valores.

A Transwolff está sob intervenção da Prefeitura desde abril de 2024. Investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da polícia apuraram suspeitas de ligação da empresa com o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a CNN Brasil. A empresa deixou de operar na cidade em dezembro de 2025.

A Prefeitura concluiu, na quinta-feira (15), a licitação para contratar a empresa que fará a retirada dos adesivos da Transwolff dos ônibus. A substituição da identificação visual deve começar nos próximos dias. A gestão municipal afirma que a mudança não interfere na relação trabalhista nem nos pagamentos dos funcionários.

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