Justiça aceita denúncia e torna ré policial militar por morte de mulher em SP
Promotoria pede reparação mínima de R$ 1 milhão aos familiares de Thawanna Salmázio
A Justiça de São Paulo aceitou, na segunda-feira (19), a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e tornou ré a policial militar Yasmin Cursino Ferreira. Ela responde por homicídio triplamente qualificado, cometido em abril contra Thawanna Salmázio, de 31 anos.
Os promotores pedem que a ré pague ao menos R$ 1 milhão aos familiares da vítima como reparação. Segundo a denúncia, a policial atirou em Thawanna durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital, quando ela estava desarmada. O tiro atingiu o abdômen.
Para o MPSP, não havia justificativa para o uso de força letal. O órgão também aponta recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel, porque Thawanna teria permanecido consciente e sem socorro por cerca de 30 minutos.
Em depoimento, a policial afirmou que o disparo ocorreu depois que a vítima e o marido discutiam no meio da rua e que Thawanna deu um tapa em seu rosto. A CNN Brasil solicitou posicionamento da Polícia Militar e tentava contato com as defesas da policial e da família. Até a publicação, não há manifestação registrada dessas partes.
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