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Protestos na França

3 desdobramentos, do mais recente ao mais antigo. Último: 18 out. 2026, 04h58.

Entenda o caso

Protestos na França contra o custo de vida e por melhores condições nas escolas se espalharam pelo país e terminaram em confrontos, depredações e prisões. Em balanço divulgado a partir de 18/10, mais de 1.200 pessoas foram presas em todo o país, e o governo atribui a violência a grupos de ultraesquerda.

As manifestações começaram no mês passado, em escolas dos subúrbios pobres do norte de Paris, em protesto contra a ausência de condições adequadas no ensino. Com o tempo, a pauta se ampliou para o custo de vida.

No sábado, 17/10, os protestos tomaram as ruas de Paris e de outras cidades. Segundo as autoridades, até o meio-dia foram registradas 140 manifestações fora de Paris, com cerca de 32,8 mil participantes. Houve confrontos com a polícia, que usou gás lacrimogêneo, além de incêndios, depredações e tentativas de saque a lojas.

Em Marselha, manifestantes invadiram a prefeitura por alguns instantes, empurrando barreiras de segurança, e picharam uma parede. O prefeito afirmou que a sede foi vandalizada.

O gabinete do ministro do Interior, Laurent Nuñez, falou em número crescente de episódios violentos, com agressões a policiais e danos a prédios públicos. O governo atribui os episódios violentos a grupos de ultraesquerda.

Segundo o balanço de 18/10, a polícia de Paris prendeu 855 manifestantes em um único dia, cifra que a AFP classificou como a maior já registrada para um único evento. No total do país, foram mais de 1.200 presos. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que 150 policiais ficaram feridos.

Em Limoges, um incêndio provocado por manifestantes mascarados destruiu em grande parte a prefeitura, segundo o principal representante regional ouvido pela AFP. A vice-prefeita de Paris, Lamia El Aaraje, afirmou que a capital enfrentou um nível de violência que nunca havia visto, e o prefeito Emmanuel Grégoire disse que ruas inteiras foram devastadas.

Linha do tempo

  1. Mês anterior ao 17/1As manifestações começam em escolas dos subúrbios pobres do norte de Paris. Leia a matéria
  2. 17/10Protestos contra o custo de vida e por melhores condições nas escolas reúnem milhares e terminam em confrontos com a polícia. Leia a matéria
  3. 17/10Manifestantes invadem a prefeitura de Marselha por alguns instantes e picham uma parede. Leia a matéria
  4. 17/10O governo atribui a violência a grupos de ultraesquerda, e o órgão de fiscalização investiga denúncias de agressões por policiais. Leia a matéria
  5. 18/10Balanço aponta mais de 1.200 presos em todo o país, 855 deles apenas em Paris, recorde para um único evento segundo a AFP. Leia a matéria
  6. 18/10O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirma que 150 policiais ficaram feridos. Leia a matéria
  7. 18/10Incêndio provocado por manifestantes destrói em grande parte a prefeitura de Limoges. Leia a matéria

O que se sabe

  • Os protestos reuniram milhares de pessoas contra o custo de vida e por melhores condições nas escolas.
  • Houve confrontos com a polícia, incêndios, depredações e tentativas de saque.
  • O governo atribui os episódios violentos a grupos de ultraesquerda.
  • Mais de 1.200 pessoas foram presas em todo o país, segundo o balanço citado pelo The Guardian.
  • O primeiro-ministro afirma que 150 policiais ficaram feridos.

O que ainda falta

  • Um órgão de fiscalização investiga denúncias de agressões por policiais.

Atualizado em 18 out. 2026, 05h26, com base nas matérias publicadas sobre o assunto. Corrigimos erros: contato@dadobruto.com.

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    Governo atribui a violência a grupos de ultraesquerda, e órgão de fiscalização investiga denúncias de agressões por policiais.

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