Justiça de Nova York rejeita ação de difamação do irmão de Mariah Carey
Juíza afirma que Morgan Carey não provou que a cantora sabia que as declarações eram falsas
Um tribunal de Nova York arquivou nesta segunda-feira (19) a ação de difamação movida pelo irmão da cantora Mariah Carey, Morgan Carey. O processo tinha como alvo o livro de memórias da artista, "The Meaning of Mariah Carey", publicado em 2020. A decisão é da juíza Leslie Stroth.
Stroth entendeu que Morgan não demonstrou que a cantora sabia que suas afirmações eram falsas, nem que agiu com desconsideração pela verdade. Para a magistrada, a suspeita de que a irmã nutria "má vontade" contra ele não serve como prova de malícia real. Segundo a CNN Brasil, a decisão diz que o autor não apresentou nenhuma prova de que as declarações foram feitas com conhecimento de sua falsidade.
Morgan alegava que o livro o retratava como traficante e agressor da mãe. Em 2022, a juíza Barbara Jaffe havia rejeitado a maior parte das acusações. Ela manteve, segundo a Guardian, trechos sobre a suposta venda de cocaína nos anos 1980 e sobre o fato de ele ter "estado no sistema". Já a CNN Brasil afirma que apenas duas passagens foram aceitas por Jaffe.
As fontes divergem também sobre o número de trechos questionados. A CNN Brasil fala em oito passagens. A Guardian menciona 16 alegações na ação original.
O advogado de Mariah Carey, John Rosenberg, disse que a cantora está satisfeita com o reconhecimento de que o livro trata de temas de interesse público. Os advogados de Morgan afirmaram que vão recorrer. A CNN Brasil cita o advogado Richard Altman, e a Guardian cita Richard Roth, ambos como representantes do autor. Os dois consideram a decisão incompatível com julgamentos anteriores.
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