Polícia pede prisão de 10 suspeitos de quatro homicídios entre 17 corpos em SP
Secretaria diz que os casos não têm ligação entre si, e delegada descarta atuação de serial killer
A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão de oito adultos e a apreensão de dois adolescentes suspeitos de quatro homicídios. Os crimes fazem parte de um conjunto de 17 corpos encontrados na capital e na Grande São Paulo entre 5 de setembro e 22 de outubro.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), quatro suspeitos respondem por um dos assassinatos, três por outro, dois por um terceiro e um por um quarto. A pasta afirma que, até o momento, não há ligação entre os casos. Os corpos apareceram em sacos plásticos, tecidos ou lençóis, em alguns casos com marcas de tiros ou facadas.
O secretário Osvaldo Nico Gonçalves disse que os casos foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ele, o delegado-geral, Artur Dian, determinou o reforço de equipes de outros três departamentos nas investigações dos demais crimes.
A diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, afirmou que a polícia não encontrou elementos que liguem as ocorrências ou indiquem uma mesma autoria. "Os casos apresentam dinâmicas e circunstâncias distintas", disse. Ela afirmou que o uso de sacos ou tecidos, isoladamente, não permite relacionar os fatos.
Nas redes sociais, a sequência de mortes levou a rumores sobre a atuação de um assassino em série. Segundo a delegada, a hipótese não se sustenta com as informações reunidas até agora. Os casos são tratados individualmente como homicídios.
Dos 17 corpos, 14 foram encontrados na capital. Os outros três ocorreram em Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo, e são investigados pelos setores de homicídios das delegacias seccionais de cada cidade. Na capital, o DHPP cuida dos casos, e a polícia informou que todas as vítimas registradas na capital já foram identificadas.
Os números sobre antecedentes divergem. Uma das fontes afirma que quatro das vítimas da capital não tinham antecedentes criminais. Outra reportagem diz que todas as 12 pessoas mortas que analisou tinham histórico criminal, em sua maioria por tráfico de drogas. A polícia não se manifestou sobre esse ponto.
Até a publicação desta matéria, a SSP não informou quais suspeitos já foram presos, nem o status dos pedidos de prisão. As investigações seguem em andamento.
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