Mortes de motociclistas sobem em SP e somam quase metade das vítimas
Entre janeiro e setembro de 2026, a capital registrou 782 mortes no trânsito, e 379 foram de motociclistas.
Motociclistas representam quase metade das mortes no trânsito da cidade de São Paulo em 2026. Entre janeiro e setembro, 379 dos 782 óbitos registrados na capital foram de condutores de motos, segundo dados do Infosiga, sistema do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Na comparação com o mesmo período de 2015, as mortes de motociclistas subiram 41%, de 269 para 379. Em relação a 2025, a alta foi de 4%, de 364 para 379. No mesmo intervalo de 2015 a 2026, as mortes de pedestres caíram 34%, de 357 para 236, e o total de óbitos na capital recuou de 841 para 782.
Especialistas em mobilidade urbana ouvidos pelo G1 afirmam que o aumento da frota de motocicletas ajuda a explicar a alta, mas não é o único fator. Condições das vias, comportamento dos condutores e fiscalização também influenciam a segurança. O diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, associa a imprudência à impunidade.
A especialista Ana Carolina Nunes avalia que a velocidade combinada com a falta de proteção do corpo deixa os motociclistas mais vulneráveis em caso de acidente.
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